Mais de 1,3 mil pessoas assistiram aos ciclos de palestras promovidos nos dias 29, 30 e 31 de março pelo projeto FIMMA Marceneiro.
O evento tinha como objetivo disseminar a cultura empreendedora entre os pequenos empresários e, para isso, contou com um time de palestrantes de peso que trouxeram à baila temas relevantes, criativos e inovadores sobre o segmento da marcenaria.
Na quinta-feira, aconteceram as palestras “Troca Rápida de Ferramentas”, ministrada por Fábio Lopes Ferreira, do Instituo SENAI de Tecnologia em Madeira e Mobiliário; “Marcenaria Artesanal”, por Fernando Mendes; e “Marcenaria na Era Digital”, por Jucielton dos Santos.
Já na manhã desta sexta-feira, a dupla Alexandre Luis Franceschi e Márcio Zaffari, da Wirutex, falaram sobre “Novas Tecnologias em Ferramentas para o Setor Moveleiro”, o designer Eduardo Núncio, abordou “A Marcenaria no Salão Design”, e, para encerrar, Carlos Eduardo Hoffmann, da Marcenaria Novo Espaço, apresentou “Produção Conectada na Marcenaria”.
Hoffmann é marceneiro em Santa Catarina há 20 anos, e relatou em sua palestra como foi o início do seu negócio, quando tinha apenas três funcionários, contando com ele.
O palestrante destacou que o forte espírito empreendedor e a visão de mercado fizeram com que não parassem de buscar oportunidades e inovações, o que contribuiu para o desenvolvimento da empresa. “Fomos crescendo aos poucos. Primeiramente, compramos uma coladeira de borda para reduzir o tempo de trabalho e melhorar os acabamentos, o que já fez alguma diferença nos resultados”, recorda.
Na seqüência, realizou investimentos na aquisição de um software e em outras máquinas de corte e acabamentos. “Isso impactou no número de marceneiros contratados, reduzindo-o consideravelmente, e, em contrapartida, aumentou o número de auxiliares, com um custo bem menor”.
Segundo Hoffmann, o software exige um treinamento constante, para que seja bem utilizado nas suas inúmeras possibilidades. O sistema também teve que ser adaptado à linha de produção da empresa, e não o contrário. “Com a utilização do software há uma grande redução de perdas, tanto de tempo como de materiais, pois ele opera com grande precisão e a qualidade fica mais visível ao cliente”, considerou.
O marceneiro também listou os ganhos no tempo, no aproveitamento das chapas de madeira e na simplificação da montagem do móvel que a ferramenta digital promove. “Agora, os planos são de investir na área organizacional da empresa, que ainda não foi desenvolvida totalmente. Os equipamentos foram implantados e aos poucos fomos aprendendo a utilizá-los da melhor forma até que, ao final de um ano, estávamos alcançando melhores resultados em rapidez, acabamentos, qualidade, capacidade, produtividade e agilidade. A partir dele, a marcenaria atingiu um porte médio”, finalizou.
